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O que é a Hérnia de Disco?

A hérnia de disco é decorrente da flacidez ou do rompimento do anel fibroso que deveria manter o disco no lugar dele, ou seja, entre as vértebras, como um amortecedor.

Elas são, na maioria das vezes, alterações naturais do desgaste da coluna.

É grave?

A gravidade depende de vários fatores, como o tamanho e, principalmente, a localização. Existem hernias muito grandes que não trazem qualquer sintoma e outras que no exame parecem menores, mas que impactam bastante na vida do paciente.

Porém, é importante ressaltar que nos casos de lombalgia, por exemplo, que é aquela dor na região mais baixa da coluna, apenas cerca de 15% têm relação com lesões estruturais, como as hérnias de disco.

Como diagnosticar?

O diagnóstico da lesão em si acontece na análise da ressonância magnética, porém, mais uma vez quero ressaltar que o fato de ter uma hérnia na coluna raramente tem relação com sintomas como as dores nas costas.

Para que esta relação seja estabelecida, o quadro clínico deve ser bem preciso, mostrando o acometimento de nervos que saem da mesma região onde a lesão aparece. E esse diagnóstico só é possível numa avaliação neurológica detalhada.

Tratamentos para hérnia de disco

O tratamento varia de acordo com o quadro clínico do paciente.

Sempre que possível, o tratamento chamado conservador deve ser priorizado, não só por ser de menor risco e custo, mas porque o resultado tem se mostrado semelhante ou até melhor que o tratamento cirúrgico.

Porém, se surgirem sinais de sofrimento neurológico, como:

  • Perda de força nos membros
  • Perda de sensibilidade em regiões cujos nervos saem do local onde a hernia está localizada
  • Perda de urina ou fezes involuntária
  • Alterações de movimentos, como por exemplo não conseguir levantar o pé para andar

Neste casos, a avaliação é urgente e a cirurgia costuma ser necessária.

Como curar?

Nosso organismo de alguma forma vai buscar a cicatrização desta lesão chamada hérnia de disco. Dependendo do tamanho, pode demorar mais ou menos, mas ele vai dar um jeito de cicatrizar.

O problema é conviver com a lesão enquanto esse processo não se concretiza e prevenir um quadro de dor crônica, se possível.

Como evitar?

Como eu falei anteriormente, elas são na maioria das vezes um sinal natural de desgaste da coluna vertebral, ou seja, elas vão acontecer de qualquer forma e raramente serão a causa de problemas de saúde.

Por outro lado, hábitos de vida mais saudáveis como atividade física frequente, prevenção da obesidade e não fumar podem ser bons indicadores de uma coluna mais saudável.

Quem tem hérnia de disco pode realizar as suas atividades normalmente? Veja a lista:

  • Fazer academia – sim
  • Fazer caminhada – com certeza
  • Fazer musculação – sim
  • Fazer agachamento – se não for um movimento que traz sintomas, por que não?
  • Fazer abdominal – idem à reposta anterior.
  • Correr – com certeza.
  • Pilates – claro!

As hérnias de disco não devem ser consideradas contraindicação para nada.

O que pode limitar qualquer uma destas atividades é uma crise aguda de dor decorrente da hernia, mas lembrem-se: apenas cerca de 15% dos casos têm dor por causa delas.

Por que dói?

Basicamente, a dor acontece quando os nervos próximos à hérnia sofrem uma compressão ou irritação decorrente desta lesão. Mais uma vez, isso só acontece em cerca de 15% dos casos.

Quem tem hérnia de disco pode trabalhar normalmente?

Esta é uma pergunta bem ampla, uma vez que vai depender de vários aspectos.

Antes de responder, eu quero informar a vocês que os estudos mostram que quem demora mais para voltar a trabalhar depois da crise de dor nas costas, geralmente, demora mais para ficar bom.

Pacientes que conseguem retornar precocemente ao trabalho, geralmente têm melhor prognóstico de sua saúde no geral.

Por outro lado, no caso da crise aguda, voltar à atividade vai depender um pouco do tipo de trabalho do paciente. Se ele consegue realizar a atividade, apesar da dor.  A mesma questão vai valer para a decisão de aposentadoria ou não por este motivo.

Infelizmente, nem todos conseguem ter acesso ao tratamento adequado, que deve contemplar muita informação e acolhimento deste paciente, o que pode também influenciar no prognóstico de retorno ao trabalho.

Qual médico procurar?

No caso de uma primeira crise aguda, sem aqueles sinais que eu citei de sofrimento neurológico, o atendimento pode ser feito por um bom clínico geral, ortopedista, médico da dor ou fisioterapeuta.

Caso surjam sinais de sofrimento neurológico, procurar um pronto atendimento ou especialista em coluna urgente – que pode ser neurocirurgião, ortopedista, reumatologista ou médico da dor.

Se, mesmo sem sinais de sofrimento neurológico, a dor persista por mais de 8 semanas e/ou o impacto sobre as atividades diárias do paciente seja importante, deve ser procurado um especialista em coluna. Geralmente, neurocirurgião, ortopedista, reumatologista ou médico da dor.

Afinal, é preciso correr para evitar a chamada dor crônica.