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Conheça mais sobre a Cervicalgia

Cervicalgia é o termo utilizado para identificar a dor no pescoço. Ou seja, a região entre a base do crânio até o início do tronco.

Estudos indicam que cerca de 70% da população terá pelo menos uma crise de Cervicalgia ao longo da vida. A prevalência aumenta com o avanço da idade, mas o pico está na faixa entre 35 e 49 anos. Além disso, a sua ocorrência tem sido mais comum entre as mulheres.

A frequência de casos vem aumentando a cada ano e pode estar associada ao tipo de trabalho que a pessoa exerce, sendo bastante importante nos casos de atividades em escritório, trabalhadores da área da saúde e operadores de trânsito.

Geralmente, a cervicalgia tem boa evolução com restabelecimento completo do quadro, mas em cerca de 30% dos casos ela pode persistir, se tornando crônica.

Quando a cervicalgia pode ser grave?

Assim como ocorre na lombalgia, existem alguns sinais e sintomas que são chamados de bandeiras vermelhas, ou seja, que servem como ponto de atenção. São elas:

  • Histórico de câncer
  • Quadros de imunossupressão
  • Perda de peso sem justificativa
  • Trauma cervical
  • Tumor cervical
  • Déficits neurológicos
  • Osteoporose
  • Febre ou outro sinal que indique infecção
  • Os extremos de idade – crianças ou idosos
  • Uso crônico de corticóides ou drogas injetáveis

Em situações como os casos apresentados acima, é necessário procurar um médico com urgência e antes de qualquer outra intervenção.

Qual profissional devo procurar?

Se o paciente não apresentar bandeiras vermelhas, a cervicalgia pode ser avaliada por um médico Clínico Geral ou tratada diretamente com o Fisioterapeuta. Mas, se possuir a bandeira vermelha, é importante procurar um profissional dentre as especialidades da Neurocirurgia, Ortopedia, Reumatologia, Fisiatria ou Médico da Dor.

Além de ouvir o que o paciente deseja expressar em relação a essa dor e, de fazer o exame físico, a avaliação do paciente deverá contemplar:

  • Sobre a dor em si

A duração, o tipo e a localização da dor.

  • Sobre a profissão do paciente

Qual a profissão do paciente?

Incluindo informações sobre a educação postural que costuma ser adotada no trabalho, quantas horas ele trabalha por dia e qual o grau de satisfação com a profissão.

  • Irradiações ou Dor de Cabeça

Se existem irradiações ou não?

Por exemplo, se a dor irradia para os braços ou se costuma evoluir para uma dor de cabeça;

  • Qualidade do sono

Qual a qualidade do sono do paciente?

Como era ainda antes da crise?

Qual o tipo de travesseiro está sendo usado?

Se o paciente tem crises de insônia? Ou se dorme bem, mas tem dificuldade para alcançar o sono. Para mais detalhes a respeito, acesse o vídeo em nosso canal “Como ter um boa noite de sono?”.

  • Ansiedade e Depressão

Informações se o paciente possui algum diagnóstico de ansiedade ou depressão.

  • Momento de vida

É importante avaliar se o paciente se encontra em um momento estável em sua vida pessoal, pois algum processo de perda ou luto pode estar relacionado a Cervicalgia.

Quando o paciente tem uma rotina de muitas horas por dia trabalhando em frente ao computador, é importante levar em consideração também o local onde ocorre a ação.

Situações problemáticas, como um monitor muito baixo, um apoio ruim da coluna junto a cadeira ou a dificuldade para enxergar a tela podem causar tensões na musculatura cervical. O tratamento apresentará melhores resultados se forem feitas correções para que a atividade seja exercida de forma mais adequada.

Confira o vídeo para saber como melhorar a postura em atividades frente ao computador e sobre os benefícios de assumir posições corretas durante o uso do equipamento.

Métodos para diagnosticar a Cervicalgia

Em contrapartida, a avaliação postural deve começar pela base do corpo. Ou seja, têm início pelos pés e membros inferiores. Ter pés com uma mobilidade ruim, força reduzida ou pouca atividade nas pernas e glúteos são motivos para uma postura alterada que pode refletir na função dos músculos de toda a coluna, inclusive do pescoço. Geralmente, os pacientes com problemas nos pés elevam os seus ombros de forma constante, como se estivessem num cabide.

Os pés e pernas fortes, podem trazer mais leveza para esta região, visto que a postura estará construída sobre um alicerce estruturado.

Em relação aos exames complementares, é muito comum que o paciente não se sinta confortável quando o médico só realiza um diagnóstico por observação, sem a solicitação de um Raio-X. Porém, os exames mais específicos devem ser solicitados apenas quando a consulta física identificar alguma hipótese justificável. Afinal, existem diversas alterações degenerativas que podem aparecer nos exames porque são naturais da idade do paciente e do seu histórico de vida, sem que tenham qualquer associação com a dor.

Sendo assim, a solicitação de muitos exames pode atrapalhar na busca por um diagnóstico verdadeiro e gerar até procedimentos desnecessários.

Logo, se um profissional realizou a avaliação com cuidado, fez questão de ouvir os detalhes apresentados pelo paciente e explicou as hipóteses mais prováveis, o diagnóstico terá alto grau de confiabilidade.

As causas da Cervicalgia

A causa mais comum de dor cervical crônica é a Síndrome Dolorosa Miofascial. Ela é caracterizada pelo aparecimento de pontos dolorosos palpáveis e muito sensíveis, que irradiam a dor quando pressionados. Na cervicalgia, esta síndrome costuma acometer também a região escapular.

São diversas as técnicas fisioterapêuticas que tratam a dor miofascial. Existem manobras e manipulações muito eficazes que trazem grande alívio. O tratamento também pode ser feito através de procedimentos mais invasivos, como os agulhamentos realizados por médicos ou medicações orais e injetáveis.

Existem outros diagnósticos que podem representar a causa da dor na região cervical, como por exemplo, as hérnias discais. Estas ocorrem quando o anel do disco intervertebral se rompe e o material do seu núcleo, que serve como amortecedor, começa a se mover do local onde deveria estar.

Cerca de 25% das pessoas com menos de 40 anos de idade já possuem alterações nos discos, embora não sintam dores. Nos indivíduos acima de 40, cerca de 60% possuem estas mudanças e não relatam dores.

O significado dessas estatísticas indica que uma alteração na região nem sempre é a causa para as aflições sentidas pelo paciente. Logo, nesses casos, uma cirurgia provavelmente não apresentará benefícios.

Existem diagnósticos graves causadores da dor cervical, como a estenose do canal cervical, os tumores e algumas doenças endócrinas ou infecciosas. Nestes casos, os sintomas são mais sérios e progressivos, como a instabilidade do caminhar, a perda de coordenação motora das mãos e até incontinência urinária e fecal. Estes quadros justificam uma investigação mais detalhada e que podem apresentar a necessidade de cirurgia.

Por fim, ainda existem as doenças reumatológicas, como a osteoporose, a artrite reumatoide, a osteoartrite, entre outros potenciais causadores da cervicalgia.

A parte mais importante de qualquer tratamento é a frequência de atividades físicas. Assim, é importante manter uma rotina saudável. Este vídeo traz mais detalhes sobre alguns exercícios que podem auxiliar no alívio das dores.

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